Moda feminina · Fábrica própria em Pocinhos, PB
Minha mãe passou mais de dez anos costurando a marca dos outros.
Hoje a etiqueta é nossa. E a peça é sua.

Lecarpos
+30 mil
peças produzidas
+10 mil
pedidos enviados
+15
mulheres na equipe
Quem desenha as nossas peças
É a pergunta que trava a maior parte das compras de roupa pela internet.
A modelagem da LECARPOS é feita pela Brenna, minha irmã, formada em design de moda. O trabalho de conclusão de curso dela tratou de como a roupa se comporta em biotipos diferentes, e de por que fabricar exige levar todos em conta.
Por isso publicamos as medidas em centímetros, e não apenas P, M e G. É a medida da peça que cortamos.
E se mesmo assim não servir, a primeira troca é por nossa conta. Você pede pelo WhatsApp em até 7 dias e escolhe outro tamanho ou outra peça. Ver a política
Ver o guia de medidas
A apresentação do trabalho e a formatura
Somos mais de quinze mulheres: costureiras, auxiliares, e quem passa a ferro, confere a qualidade, perfuma e embala peça por peça. Parte da costura sai com faccionistas que trabalham de casa.
Ter a fábrica sob o mesmo teto muda uma coisa prática: quando uma peça sai errada, corrigimos aqui. Não abrimos chamado com fornecedor, não esperamos lote novo, não empurramos o problema para a coleção seguinte.


Quase tudo que temos foi construído pela mão dessas pessoas.
Na fábrica, em Pocinhos, e na confraternização de fim de ano
Antes de sair, cada peça é conferida, passada, dobrada e embalada individualmente, com o nosso perfume.
Enviamos para todo o Brasil. Os primeiros pedidos saíram em saco cinza, sem marca, empilhados no balcão dos Correios. Hoje saem daqui, na nossa embalagem.

Comentários no Instagram
“Podem comprar que chega sim! Tenho 76 kg e 1,68, comprei o G, ficou na medida tanto o colete quanto a bermuda, e tenho bastante busto e quadril.”
@renatabasseto · no Instagram“Venho aqui pedir desculpas por achar que tinha caído em um golpe. Hoje recebi meu tão esperado conjunto de roupas, fiquei extremamente feliz, valeu a espera. Me desculpe se duvidei de vcs.”
@sandraamano · no Instagram“Estou apaixonada pelo meu, veio bem embalado, passado e um cheirinho maravilhoso.”
@gracamencher · no Instagram
A história
Nada disso veio do nada, nem da noite para o dia.
Antes
Meus pais fabricavam roupa juntos. Minha mãe na produção, meu pai nas vendas.
Eles se separaram quando eu tinha cinco anos, e a empresa ficou com ele.
Minha mãe voltou para a máquina. Passou mais de dez anos fazendo facção: costurando peças para outras marcas, que chegavam cortadas e saíam prontas com a etiqueta de outra pessoa.
Era o que pagava a casa e criava três filhos.
HBI Modas
Foi minha avó Leosita quem disse que minha mãe precisava ter uma marca própria.
Nasceu a HBI MODAS. H de Hellen, B de Brenna, I de Iury: os três netos. Vendia roupa de dormir.
A marca existia. Quem pagava as contas continuava sendo a facção.
Meus avós, minha mãe, eu e meus irmãos
2018
Aprendi a costurar para darmos conta
Eu estava no segundo ano do ensino médio e ia prestar psicologia ou fisioterapia.
Percebi que seguiria os meus sonhos e deixaria minha mãe em casa sem realizar os dela. Isso me pesou.
Propus refazermos a marca, agora vendendo pela internet. Ela quis. E teve medo, por tudo que já tinha passado e por não ter mais esperança.
Começamos assim mesmo. As primeiras peças saíram de tecido comprado por metro, vendidas no Instagram e aqui na cidade.
Eu saía com meu pai para vender no atacado; foi ali que aprendi a vender, enquanto estudava e-commerce.
2019
Costurando o moletom que ela está vestindo
Fui a um evento em São Paulo e voltei decidida. Criei a loja.
O terceiro produto que lançamos foi uma bermuda masculina de moletom. Foi ela que tirou a loja do lugar.
Ainda naquele ano compramos os nossos primeiros rolos de tecido. Até então comprávamos por metro, o suficiente para o que já estava vendido. Rolo inteiro é outra conta: significa comprar antes de vender.
Comemoramos cada conquista desde então, porque sabemos o que cada uma custou.
Os primeiros rolos de tecido que foram nossos
2020
A pandemia acelerou tudo. O mundo inteiro passou a comprar pela internet e a viver de roupa confortável, e nós já estávamos lá. Foi o que mudou o tamanho da empresa.
Aumentamos o espaço da fábrica, compramos máquinas melhores e trocamos a mesa de corte por uma maior.
A mesa de corte maior, no espaço que abrimos
2023
Depois da pandemia, o atacado cresceu além do que conseguíamos atender junto com a loja online. Escolhemos produzir. O e-commerce ficou parado até 2025.
Em 2023 mudamos de nome. Queríamos sair da sigla sem perder a homenagem da minha avó.
LE
de Leosita
CARPOS
de Policarpo
Mudamos o nome. Não mudamos o roxo, nem a coroa.
A fachada da HBI, que pintamos nós mesmos, e a embalagem de hoje
Hellen Policarpo
fundadora
Parte da nossa produção sai com costureiras que trabalham de casa. Minha mãe foi uma delas por mais de dez anos, para outras marcas.
Por isso pagamos o melhor que a nossa conta permite, e não o mínimo que o mercado aceita.
Não é generosidade. É que já estivemos do outro lado dessa conta.
As nossas costureiras continuam conosco. Para nós, esse é o resultado que importa.
Sete anos depois dos primeiros rolos
Dentro da sua peça tem uma etiqueta costurada. Nela está o nome da nossa primeira e maior torcedora.
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